terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Cooperativa de Crédito Rural na Comunidade e Sua Razão Social.

RESUMO
O presente trabalho tem caráter investigativo e visa principalmente analisar a cooperativa de crédito na comunidade e sua relação direta com os associados, buscando identificar aspectos que definem o grau de satisfação ou insatisfação destes em relação aos serviços oferecidos diante das necessidades apresentadas e a qualidade do trabalho dos agentes de desenvolvimento de crédito Essa pesquisa, qualitativa e exploratória, focou na empresa. Em entrevista com dezessete (17) associados de um universo de dezessete (17) comunidades, foi coletados dados correspondentes a atuação dos agentes de desenvolvimento de crédito, tendo ainda através de oitenta (80) associados  de um total geral de um mil e cem (1.100), obtemos  a possibilidade de tabular dados correspondentes ao nível de satisfação ao insatisfação dos associados com base no atendimento dos profissionais que atuam na Crediseara que são fundamentais para a qualidade do trabalho. Assim este tipo de organização chamada cooperativa foi sendo construído em diferentes níveis da sociedade, transformando cada vez mais numa manifestação social que no verbo cooperar delineou suas bases estruturais.
PALAVRAS-CHAVE: Cooperação, Satisfação, Agentes de desenvolvimento do crédito.

INTRODUÇÃO
Na realização deste projeto, percebe-se a necessidade constante que o ser humano tem, de buscar qualificar suas relações com o meio onde vive. Desta forma a presente pesquisa caracteriza-se como recurso teórico de análise da atual situação do cooperativismo na sociedade, tendo o Sistema Cresol como referencia através da Cooperativa de Crédito Seara a Crediseara. Cabe destacar que o estudo disponibilizado neste material compreende sua função na ordem da pesquisa profissional como recurso de desenvolvimento do referido Sistema Cooperativista e da formação dos profissionais responsáveis pelo mesmo.
Segundo Bittencourt (2001), o sistema cooperativista é produto histórico, observado, ainda nas comunidades primitivas, sendo que no passar do tempo sua experiência sobreviveu, estabelecendo a estrutura cooperativista que traz consigo o pioneirismo dos ingleses de Rochdale, na Inglaterra, tendo aí o reconhecimento do marco inicial do cooperativismo mundial.
Assim na continuidade, deste processo de desenvolvimento gerado na Inglaterra da Revolução Mundial as cooperativas surgiram com o intuito de amenizar as dificuldades presentes na época, conforme Pinheiros (2008), articulando como instrumentos reuniões, deferindo sobre as suas principais necessidades, como vestuário, alimentação, construções de casas para moradia e também a fim de acalmar o índice de desempregado, viabilizando situações que possam modificar esta realidade.
Neste contexto segundo nos coloca Bittencourt (2001) as cooperativas caracterizam-se como elementos de organização capazes de construir soluções numa perspectiva normativa diante do que pede suas intervenções sociais na construção cotidiana de desenvolvimento.
É nesta perspectiva que a presente pesquisa se desenvolve focando sua análise numa dimensão histórica do cooperativismo que tem na palavra cooperação seu principal instrumento de compreensão do processo instaurado dentro das necessidades humanas de organização coletiva, contextualizando desta forma toda realidade estrutural do setor e seu desenvolvimento na área de parcerias de crédito.
São apresentadas informações quanto ao caráter organizacional da cooperativa numa dinâmica que aborda o contexto amplo de sua atuação, desde o corpo administrativo de uma desta até a sua instancia de intervenção direta com os associados.
Desta forma, o presente trabalho  tem como objetivo gerador do processo, realizar um estudo quanto á satisfação dos associados referente ao atendimento administrativo que lhe é oferecido.
Para tanto fica clara também a necessidade de analisar a cooperativista e a atuação dos agentes de desenvolvimento de crédito, compreendendo sua organização frente às dificuldades específicas apresentadas pelos associados da Crediseara em sua comunidade.


COOPERATIVISMO

No Mundo
A Cooperativa de Crédito Rural é uma organização que surge na Inglaterra ainda no século XIX, com o intuito de amenizar as dificuldades de alguns grupos menos favorecidos pelo sistema econômico, conforme Bittencourt (2001).
Doutrina e economia que atribui às cooperativas um papel primordial, um sistema, uma forma ideal de organização sócio econômica, uma cooperação, ajudar, auxiliar, um movimento, uma atitude humana.
Foram os Pioneiros de Rochdale em 1844, que deram origem as cooperativas de créditos, sobrevivendo sua experiência até os dias de hoje, reconhecido como um marco do cooperativismo mundial um cooperativismo moderno que permanece vivo no momento presente, conforme Becho (1998) nos ensina:
Os Pioneiros de Rochdale tinham bem claro em sua mente o que queriam, eram vinte tecelões, eles se reunião em Rochdale perto de Manchester, na Inglaterra de forma mais fácil tentavam diminuir os malefícios da Revolução Industrial, com forma cooperativista tentavam acalmar sua dificuldades fazendo reuniões para discutir as suas principais necessidades, como vestuário e alimentação e também as construções de casas para moradia e acalmar o índice de desempregado dando ajuda para conseguir um emprego e automaticamente seu sustento. (Becho, p. 30, 1998).

Com o sucesso dos Pioneiros de Rochdale que superaram os limites da sociedade, suas experiências vitoriosas vêm sendo um modelo adotado pelas cooperativas até hoje.
O cooperativismo se expandiu por todo o mundo, existe conforme Bittencourt (2001) em sua pesquisa, aproximadamente 20.000 agências de crédito na Alemanha, 18.500 na Inglaterra e 3.000 na Holanda.

No Brasil
No Brasil o cooperativismo avançou de grande forma, ele abriu caminho para que as pessoas atuassem de forma mais humana, sabendo valorizar os agricultores descapitalizados, assim os mesmos receberam o reconhecimento, como pessoa digna de receber benefícios para suas necessidades.
O cooperativismo de crédito brasileiro é identificado em quatros fases distintas, ocorridas em momentos bem peculiares, de trajetórias políticas econômicas do país. A fase pioneira (1902 a 1932) depois a chamada fase da proliferação desordenada (1932 á 1962) durante a era Vargas, sendo sucedida pela fase do controle e retração (1962 a 1988) com a ditadura militar e a última fase em destaque que se caracteriza como fase da retomada da expansão do sistema após a constituição de 1988. (Becho, p.35, 1998).
Segundo Bittercourt (p.60, 2001):
[...] as cooperativas de créditos surgiu no Brasil em cidades e vilas na tentativa de ressorver os problemas de produção e consumo As primeiras cooperativas brasileiras foram fundadas em 1902 na serra gaúcha, depois criaram outras cooperativas pelo Brasil. Nos anos 60 as cooperativas de crédito tiveram grandes dificuldades somente nos anos 80 elas reergueram-se provocando um grande aumento de sócios principalmente, aqueles agricultores familiares descapitalizados. (Bittercourt, 2001, p. 60).

Em 1988 foi definido num congresso Nacional de Cooperativismo que as cooperativas deveriam ser como uma sociedade de pessoas de natureza civil unida pela cooperação, e ajuda mútua, de objetivo econômico e social comum entre todas. E conforme Pinheiros (2008) em 1996 foi fundados o Banco do Sistema Sicredi S.A com atuação no Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, depois em 1997 foi fundados o Banco Cooperativo do Brasil S.A, com atuação geral no Brasil.

No Estado
A primeira cooperativa de crédito rural vinculada em Santa Catarina foi à de Quilombo com a Crediquilombo, após teve o surgimento de outras cooperativas pelo estado. Em 1996 no estado do Paraná a cooperativa de crédito rural formada exclusivamente por agricultores familiares, ganhou forma, onde criou-se o próprio sistema denominado Sistema Cresol de Cooperativas de Crédito com Interação Solidária Ltda, esse sistema expandiu-se pelos três estados do sul fazendo com que muitas cooperativas que não estavam satisfeitas com a atuação do Banco Cooperativo optar em se desvincular da Sicredi S.A e filiar-se no Sistema Cresol segundo dados de Bittencourt (2001).
Conforme Pinheiros (p.31, 2008) destaca que:

A Resolução nº 3.106, de 25 de junho de 2003, regulamentada pela Circular nº 3.201, de 20 de agosto de 2003, revogou as Resoluções nº 2.771 e nº 3.058, voltando a permitir a constituição de cooperativas de livre admissão de associados em localidades com menos de cem mil habitantes ou a transformação de cooperativas existentes em cooperativas de livre admissão de associados em localidades com menos de 750 mil habitantes, sendo obrigatória para essas cooperativas a adesão a fundo garantidor de crédito, exceto se a cooperativa não captar depósito, e a filiação à cooperativa central de crédito que apresente cumprimento regular de suas atribuições regulamentares de supervisão das filiadas. (Pinheiros, p. 31, 2008).


Cabe ao estado, portanto, a correção das desigualdades, a nova regulamentação visivelmente estimulada para a ocupação das regiões e segmentos sociais menos favorecidos pela limitação geográfica e pela exigência de capital diferenciada, cidadãos que vivem em municípios ou conjunto de municípios com menos de mil habitantes agora puderam se organizar em sociedades cooperativas, e assim tornar variável, pelo estímulo a poupança popular pequena, tendo empreendimentos rurais e urbanos geradores de emprego. Com o fortalecimento a norma permitiu não apenas a transformação das atuais cooperativas, mas também a possibilidades de associações de produtores agricultores descapitalizados.
As projeções para o cooperativismo são otimistas, o governo estadual reconhece a força, para que fosse assegurado com cautela o crescimento das cooperativas e suas poupanças, foram tomadas medidas adequadas, para evitar erros do passado, cometido por falta de regras, normas, com isso a reação foi que, por um determinado período as cooperativas estacionassem em seu desenvolvimento. Todo esse ciclo prejudicou a expansão das cooperativas em nosso país segundo a Revista Gestão Cooperativa ( 2003)
As economias das cooperativas fundamentam-se em qualidade de bem estar e de vida para os agricultores descapitalizados dando aos seus associados uma segurança e confiabilidade para todos no exercício de organização.

SISTEMA CRESOL DE COOPERATIVAS
O Sistema Cresol é conveniado com o Banco do Brasil para manter um sistema de compensação, com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social o Banco Regional de Desenvolvimento do Estremo Sul ele também mantem convênios para repasse de recursos oficiais de crédito rural. (http://www.cresol.com.br/site/. Acesso em: Nov.2011).
O repasse dos créditos proporcionados pelas instituições acima citadas e a prestação de serviços são organizados pela cooperativa, mas não assumem o risco do financiamento, quem assume é o financiador final, ou seja, é o associado que torna-se um devedor, mas para a instituição que ofereceu o crédito e não para a cooperativa, ela é responsável pelo intermédio entre os dois segundo Informativo Base Oeste (2003).
O Sistema Cresol tem suas atividades voltadas para a agricultura familiar e o desenvolvimento sustentável:
Atualmente o Sistema Cresol conta com 72 singulares distribuídas nos três estados do sul, mais de 210 municípios atendendo em média cerca de 40 mil agricultores. O Sistema possui sete bases, sendo três no Paraná, duas em Santa Catarina e duas no Rio Grande do Sul. (Informativo Base Oeste, p.01, 2003).

Assim sua missão é fortalecer e estimular a interação solidária entre agricultores familiares e suas organizações através do crédito e da apropriação de conhecimento visando o desenvolvimento sustentável, tendo como princípios orientar sua prática cotidiana com base na democracia, na articulação com os movimentos populares, a direção e gestão dos próprios agricultores, transparência, descentralização, honestidade, solidariedade, cooperação e ética, conforme especificações no site do sistema cresol (http://www.cresol.com.br/site/. Acesso em: nov.2011)

COOPERATIVA DE CRÉDITO RURAL DE SEARA – CREDISEARA
A discussão para a criação da Crediseara iniciou no final de 1992, nos grupos coletivos organizados de agricultores, no inicio de 1993 decidiram fazer um levantamento para estudar a viabilidade, aonde chegou-se a uma conclusão a que somente associações e grupos coletivos não viabilizariam uma cooperativa de crédito e que era preciso aumentar os atores locais para ser viável, segundo Cresol Baser (2004).
No dia 25 de abril de 1994 foi realizada a Assembleias Geral de Fundação da Cooperativa de Crédito Rural de Seara Ltda, com a participação de mais de 500 pessoas onde aprovou-se o nome Crediseara, com abrangência para os municípios de Seara. Ita, Xavantina, Arvoredo, Arabutã, Xaxim e Ipumirim. Após o encaminhamento da documentação ao Banco Central do Brasil, foi aprovado a abertura da mesma no dia 18 de agosto de 1994, conforme Cresol Baser (2004).
 A Crediseara abriu suas portas no dia 04 de janeiro de 1995 com a presença de diversas autoridades municipais, estaduais e federais e um número de agricultores da região segundo Seara (2004). Desde o inicio ate os dias atuais a Crediseara faz financiamento com recursos próprios e com repasses de recursos oficiais como custeio e financiamentos, ela é uma instituição financeira sem fins lucrativos, formada e coordenada por agricultores familiares associados que possuem objetivos em comum.

AGENTES DE SENVOLVIMENTO DE CRÉDITO
Adequando-se a realidade de cada região os agentes de desenvolvimento de crédito tem eliminado o problema de falta de informação e a burocracia na liberação de crédito rural.
Os agentes de desenvolvimento de crédito desempenham um papel fundamental dentro das cooperativas. Eles têm como tarefa participar do processo de cadastramento dos cooperados, levantar as demandas e fazer uma espécie de pré-seleção dos empréstimos. Além disso, desenvolvem um trabalho de conscientização sobre o uso de agrotóxicos e a importância do uso de adubos orgânicos. Dessa forma tenta mostrar aos agricultores o caminho para uma vida com mais qualidade. (http://www.cresol.com.br/site/. Acesso em: nov.2011).

Segundo Sistema Cresol (2004) o programa dos agentes surgiu em 2000, Pitanga e Marmeleiro foram às primeiras cooperativas do Sistema Cresol a programar este trabalho. A experiência deu tão certo que acabou sendo compartilhada entre outras cooperativas.
Hoje a comunidades que ainda não tem os agentes se organizam para escolhê-los, naquelas em que eles já atuam, a participação dos associados na cooperativa deve ser permanente.
Os agentes de desenvolvimento de crédito assumem também o papel de formadores de opiniões, principalmente por se tornarem uma ponte entre a cooperativa e o associado. Eles acabam sendo referencia da cooperativa. Também são responsáveis ainda pela mobilização dos agricultores em reuniões e assembleias, sempre discutindo pelo viés do desenvolvimento social.
Para desempenhar todas essas funções os agentes passam por cursos de formação e estão em constante atualização. São também os responsáveis pela organização de compra coletiva nas comunidades rurais.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Esta pesquisa é de abordagem quantitativa exploratória de caráter investigativo, sendo fundamentada em conceito científico, descritos por pesquisados, com influencia em cooperativismo, sendo um estudo de caso e uma pesquisa de campo, envolvendo associados da cooperativa Crediseara bem como o corpo administrativo desta instituição.
Segundo YIN (2001), o estudo de caso é uma pesquisa social onde analisa contextos da vida real, usando questões de “como” e “por que” onde o pesquisador possui um frágil controle sobre os acontecimentos. 
A fim de articular nossa pesquisa de forma pratica, a Crediseara fez-se principal fonte de análise. Esse processo aconteceu no horário correspondente ao período de trabalho durante uma semana, onde foram observados aspectos que envolvem a cooperativa e sua relação com os associados.
O contato com a referida instituição aconteceu por meio de entrevistas com dezessete (17) associados, num universo de dezessete (17) comunidades, sendo destacadas informações quanto a dificuldades observadas no quadro de atuação da Crediseara junto aos associados em sua comunidade, através dos agentes de desenvolvimento comunitários que se faz elo direto.
Num segundo momento foram aplicados questionários a oitenta (80) associados, num universo de um mil e cem (1.100), a fim de verificar a conceituação aplicada diante dos níveis de satisfação ou insatisfação quanto ao atendimento administrativo da cooperativa.
Diante dos procedimentos adotados o registro deste aconteceu através de fotos documentadas e anexadas a outras modalidades de registros como material de pesquisa disponibilizado a quem interessar a análise da estrutura cooperativista do Sistema Cresol.

ANALISE DE DADOS.
A análise de dados caracteriza-se como um momento culminante da pesquisa visto que possibilitam o acesso as informações colhidas através da pesquisa de campo mediatizada pela entrevista com os associados.
Analisando os dados de forma específica, nos voltamos às questões da entrevista neste primeiro momento. A primeira questão corresponde à análise das respostas de associados de diferentes comunidades, quanto ao atendimento dos agentes de desenvolvimento de crédito que estabelece relação entre estes e a Crediseara, apresentando informações substanciais, referenciando dados que descrevem certa satisfação nesta parceria, embora fiquem claras muitas dúvidas quanto ao exercício desta relação no contexto geral da organização.
Feito a analise e entrevista referente a satisfação do atendimento administrativo da cooperativa obtivemos num total de 1.100 (um mil e cem) associados, foram estudado 80 (oitenta) desses então 53% (cinquenta e três por cento) acreditam estar satisfeitos com o atendimento administrativo da cooperativa, 12% (doze por cento), excedem as expectativas e apenas 15% (quinze por cento) acham sua situação regular ou ruim na prestação de serviço oferecida. Quanto ao atendimento que estamos observando, de fato, a qualidade na prestação de serviço dos funcionários da cooperativa é consideravelmente satisfatória.
Num segundo momento em referência ao atendimento dos agentes de desenvolvimento de crédito na comunidade, pelo fato de ser o responsável pela distribuição das informações relevantes a situações dos acontecimentos da cooperativa observamos os dados coletados em diferentes comunidades da região onde atua a Cooperativa Crediseara ficam claro que a comunidade mostra-se satisfeita com a criação dos agentes de desenvolvimento de crédito, no entanto a sugestões oferecidas é um maior desempenho dos mesmos para levar informação, de forma simples até a comunidade.
Atualmente as cooperativas têm agentes de desenvolvimento de crédito que é o elo maior entre a comunidade e a administração da cooperativa em si. Dessa forma a fim de analisar a relação direta dos associados em suas comunidades com os agentes de desenvolvimento, figurou-se dentre as questões apresentadas à relação do mesmo dentro da comunidade. As informações obtidas durante as entrevistas percebe-se a falta de esclarecimento sobre a cooperativa na qual os associados estão inseridos, pois sabe-se que a clareza no repasse de informações mantém a solidez da parceria, na medida que integra num conjunto amplo, necessidades e expectativas do associados, da comunidade e da própria cooperativa.
Durante a pesquisa desenvolvida, foi observado que no momento em que o agricultor destaca que o agente deveria dedicar-se mais em elaborar reuniões com suas comunidades para informar sobre os acontecimentos e ouvir opiniões de seus associados, está indiretamente demonstrando sua insatisfação com a parceria estabelecida entre a cooperativa, o que requer a análise da estrutura que veicula a atuação dos agentes dentro das suas respectivas comunidades.
Nota-se que em algumas comunidades, é necessário que os dirigentes, exerçam com mais consciência a função que lhe foi dada, atendendo aos pedidos dos agricultores num processo organizado de parcerias, onde o agente treinado seja capaz de exercer sua atividade ligando a Cooperativa Crediseara a todos os associados de diferentes comunidades.
No levantamento feito obtemos o seguinte resultado onde dos 80 (oitenta) associados entrevistados de diferentes comunidades, num total de 1.100 (um mil e cem), na questão quanto à atuação dos agentes, pode-se observar que o grau de insatisfação está mais acentuado ponderando entre 35% (trinta e cinco por cento) e 13% (treze por cento) sob conceitos de regular e ruim, um total de 48% (quarenta e oito por cento) então é questionável a qualidade do trabalho destes agentes, é um número meramente considerável se for analisar que alguns consideraram andamento do programa bom, porém com algumas ressalvas.
Destacando todos os dados coletados e posterior análise são traçados eixos que compreendem as considerações finais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Cooperativa de Crédito Rural na Comunidade e Sua Razão Social, temática permeadora deste trabalho, neste instante nos permitem considerar que todo trabalho humano define sua razão existencial na capacidade de integrar nas necessidades humanas a mesma força que se transforma em capacidade de realizar, transformar a realidade em que se insere.
Assim, o presente documento descreve uma trajetória de análise que pondera sua razão existencial na compreensão de desenvolvimento da sociedade como produto do desenvolvimento criativo e produtivo de ser humana, sendo que na ação continuada do trabalho reside a essência para está descoberta que se luta pelos ideais de igualdade e é capaz de vislumbrar novos caminhos de desenvolvimento.
Dos aspectos referenciados no texto de análise dos dados cabe destacar que de modo geral a relação dos associados com a cooperativa tem se mostrado satisfatória e principalmente aberta para uma consciência que percebe a necessidade contínua de mudança e aperfeiçoamento diante das constantes mudanças a que se submete frente à organização competitiva do mercado globalizado.
A valorização do setor da economia primária, fundamentado na produção agrícola é determinante no processo crescente dos demais setores, sendo assim, a Crediseara busca na qualificação de seus profissionais e estabelece uma parceria produtiva com o associado. Assim a satisfação referente ao atendimento administrativo e burocrático dados aos seus cooperados foi percebida como satisfatória, desta forma seus funcionários assalariados estão desempenhando um bom trabalho na hora de atender o associado.
A presença dos agentes de desenvolvimento na comunidade é uma forma de aproximação que viabiliza essa relação, no entanto como pode observar no decorrer da análise esse processo tem apresentado falhas que precisam ser corrigidas com o intuito de compreender as causas, a fim de agir sobre as consequências.
A importância desse agente junto à comunidade é de fato muito relevante, pois a cooperativa ganha assim como o cooperado é ajudado, facilitando o seus a fazeres pelo fato de que o mesmo não gasta tempo para se deslocar de sua comunidade e ir até a cidade para talvez pedir apenas uma informação, assim o agente faz o intercambio entre a cooperativa e o associados passando-lhes informações e acontecimentos da Crediseara.
A verdadeira mudança na qualidade de qualquer nível de serviço de organizações sociais está diretamente condicionada a um processo de constante avaliação, devendo ponderar sobre este, princípios de uma prática estratégica de organização.
Como caminho a ser percorrido, o desenvolvimento da Crediseara depende diretamente de quem assume a responsabilidade de carregar seu nome como instrumento de apoio e luta ao setor de produção agrícola. A Crediseara é o espaço aberto ao desenvolvimento da comunidade Searaense, e seu crescimento, dependendo da forma como se administram os processos constantes de mudanças aos quais se submete.
A qualificação dos agentes de desenvolvimento de crédito é destacada como sugestão a maior análise das relações produtivas que a comunidade estabelece com a cooperativa.
Não há como negar o que afirma o título deste documento, a Cooperativa de Crédito na Comunidade tem uma razão social existencial que está em assegurar a continuidade do processo de desenvolvimento a partir das bases da cadeia produtora.
Desta forma percebe-se que a metodologia aplicada através deste projeto referenciando os agentes de desenvolvimento de crédito é de fato motivadora e adaptável a todas as cooperativas, desde que possuam pessoas qualificadas para manter um nível de atendimento satisfatório aos associados.
Mas fica a questão a ser dada continuidade deste trabalho uma necessidade de observação mais concisa tendo em vista a insatisfação parcial do atendimento atual dos agentes de desenvolvimento da Cooperativa de Crédito rural Crediseara.

REFERÊNCIA

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YIN, Robert K. Estudos de Caso: planejamento e métodos. 2. Ed. Porto Alegre: Bookman, 2001

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O estudo do comportamento do consumidor para o desenvolvimento de marketing.

Todo e qualquer cliente está inserido em um ambiente de marketing, o mesmo a pouco tempo tornou-se o centro das atenções das empresas, fazendo com que a mesmas mudassem suas estratégias,  oferecendo serviços que venha de encontro com a expectativas do cliente. Assim constantemente empresas estão inovando para conquistar, manter e satisfazer os consumidores. A interação entre o marketing e o comportamento do consumidor nos possibilita identificar detalhes de nossos clientes em potencial e os habituais, de maneira que possamos interagir e identificar suas necessidades na hora de sua decisão de compra. Além de que juntas, essas disciplinas possibilitam o estudo da neurociência e da psicologia cognitiva, proporcionando paradigmas novos na maneira que o consumidor se comporta, assim como a capacidade de desenvolver, armazenar, recuperar e usar informações. Através de todo este processo e estudo, o marketing consegue desenvolver propagandas de massa atraindo o consumidor a desejar o produto e efetuar a compra do mesmo.
Segundo Giglio (1999) [...] a satisfação do cliente é o princípio e o fim de nosso trabalho.” Ou seja, é voltada total atenção para o que o nosso cliente deseja.
Mas o que é consumo? O que é consumir? Esse ato tão procurado e desejado pelas empresas, Giglio nos apresenta:
[...] o ato de consumo é um processo dinâmico de escolha. Podemos entendê-lo como uma série de passos que se inicia com a percepção dos desejos e expectativas. [...] Consumir é escolher, entre alternativas oferecidas pelo mercado, àquela que nos parece mais apropriada para suprir nossas expectativas. (Giglio, p. 16, 1999).

De fato é uma decisão pelo que você tem a desejar ou precisa um momento de aspiração natural e muitas vezes inconsciente de adquirir algum produto, seja por status ou por necessidade. Dentro deste preceito tanto o marketing quanto o comportamento do consumidor estudam o mecanismo de mudanças de percepção e atitudes do consumidor – cliente.
Giglio (1999) nos coloca uma situação que podemos determinar como fundamental para as ações de marketing:
[...] sob quais condições um grupo de pessoas, que chamamos segmento, começa a apresentar um padrão semelhante de seleção de determinados estímulos e cria hábitos de consumo. (Giglio, p. 41, 1999).

É através deste, a colocação que o comportamento do consumidor toma forma para orientar o marketing em sua trajetória sobre as ações dos clientes na hora da decisão de compra, além do envolvimento com a psicologia determinando os estímulos da compra do consumidor.
Conforme Hawkins (2007) o comportamento do consumidor envolve:
[...] O estudo de indivíduos, grupos ou organizações e o processo que eles usam para selecionar, obter usar e dispor para satisfazer necessidades e o impacto que esses processos têm sobre o consumidor e a sociedade. Esse exposto é amplo, profissionais do comportamento do consumidor atua de forma entender os processos de decisão de compra e o que leva o cliente a tomar certa atitude. (Hawkins, p. 4, 2007).

O entendimento sobre o comportamento do consumidor é fundamental para compreender e influenciar o cliente nas suas decisões de compra, assim profissionais do marketing utiliza-se de pesquisas de consumo para tirar conclusões, entender e interpretar adequadamente a vontade de consumir. Dessa forma mais uma vez o comportamento do consumidor influencia no desenvolvimento do marketing.
O marketing atua diretamente no cliente, chegando até o mesmo de varias formas, o comportamento do consumidor completa o marketing dando-lhe informações necessárias de como o cliente se comporta na hora de tomada de decisão para a compra.
Conforme Hawkins (2007):
O marketing tenta influenciar o modo como os consumidores se comportam. Essas tentativas têm implicações para a organização que as fazem, para a sociedade em que essas tentativas ocorrem. Todos nos somos consumidores e membros da sociedade então, o comportamento dos consumidores e as tentativas de influencia-lo são fundamentais para todos nós. (Hawkins, p. 02, 2007)

Desta forma estão implícitos que o marketing atua em conjunto com o comportamento do consumidor, cada disciplina com seus princípios básicos, mas atuando de forma a satisfazer o consumidor através de um bom anuncio.
Hawkins (2007) também relata que:
[...] as praticas de marketing desenvolvido para influenciar o comportamento do consumidor envolvem questões éticas que afetam a empresa, o indivíduo e a sociedade. (Hawkins, p. 05, 2007).

Podemos expor que existem questões que podem ser percebidas e influenciadas no comportamento do consumidor de forma a afetar toda a sociedade, como o caso do consumo de álcool ou cigarro, disponibilizado para o individuo, em contraponto fornecendo possíveis doenças, tragédias e decepções aos mesmos, porém a empresa fabricante ainda continua a ter seu lucro.
Segundo Schweriner (2006):
[...] numeroso institutos de pesquisa, dito ‘científicos’, ocupam-se exclusivamente em estudar meios de intensificar ao máximo a procura do produto por parte do consumidor dessa forma a propaganda ocupa um papel central na sociedade de consumo, muitos produtos são adquiridos somente após o consumidor tomar conhecimento do mesmo, e as formas de repassar isso vem através do estudo comportamental do individuo e de seu ambiente. (Schweriner, p. 144, 2006).

O marketing leva a informação através das mídias até o cliente, fazendo com que desperte o interesse na compra daquele objeto oferecido através das propagandas em massa, atuando de forma rápida, prática e mexendo com a persuasão, valores e atitudes dos clientes, até o ponto de efetivar o ato da compra. Estudos estes de percepção que são fornecidos pelo comportamento do consumidor.
Hawkins (2007) chama nossa atenção para lembrarmos que “todas as decisões e regulamentações de marketing se baseiam nas premissas e no conhecimento acerca do comportamento do consumidor.” Não existe possibilidade de pensar em marketing e não liga-lo para dentro do estudo do comportamento do consumidor ou vice e versa.
 Não podemos antecipar os desejos ou as necessidades dos clientes em potencial sem um entendimento sobre o comportamento do consumidor, descobrir suas necessidades é complexo, mas através de uma pesquisa de mercado podemos obter um norte.
Toda e qualquer estratégia ou tática de marketing toma parte nas teorias do comportamento do consumidor, onde o mesmo, é o caro chefe para o estudo da satisfação do cliente. A decisão explicita e implícita sobre o comportamento do consumo tende a ser uma importante vantagem competitiva a partir do momento em que há uma pesquisa de qualidade fundamentada, dessa forma as comercializações ruins serão reduzidas.
Algumas palavras são de uso comum, quando se refere a marketing e o comportamento do consumidor, a escolha, a percepção o julgamento e o processo de decisão, são fundamentais para estudos na área, dessa forma devemos conhecê-las ao máximo e liga-las em ações de consumismo.
Conforme Giglio (1999):
[...] Vimos que uma vez reconhecida às expectativas, as pessoas levantam as alternativas que poderão satisfazê-las. O processo pode ocorrer desde uma forma simples e direta, como no caso em que o comportamento já está condicionado, até formas elaboradas de procura, onde a memória, o envolvimento emocional e o relacionamento constituem em variáveis componentes. Ao profissional de marketing é dada a tarefa de detalhar as rotinas e os planos dos seus consumidores, bem como levantar as possibilidades de estimulação que os dirijam preferencialmente á sua empresa – produto. (Giglio, p. 56, 1999).

No processo de compra geralmente existe um grande envolvimento do comprador, e certamente em seu inconsciente já tem pré-definido o que procura e o que irá comprar, mas é através das iniciativas de marketing que estimula ou direciona o individuo ao produto da empresa, esse estudo passa a envolver o comportamento do consumidor, levando informações de como agir para que o cliente tenha uma decisão pelo seu produto.
O comportamento do consumidor e seus estudos facilitaram a vida dos profissionais de marketing, pelo fato de que através dos estudos fornecidos, o profissional de marketing consegue conhecer os sinais que lhe dizem sobre o destino do seu consumidor.
A dissonância cognitiva também faz parte do processo de consumo, atrelados ao comportamento do consumidor, que relata tal situação para o marketing. Assim a dissonância é causa do consumo. O tamanho da dissonância e a resposta para elimina-la dependerão de certo grau de importância que foi dado ao consumo e o grau de consciência que foi fornecido para as expectativas.
Giglio (1999) nos coloca:
[...] a dissonância cognitiva refere-se exatamente ao processo e ao resultado final da verificação da diferença entre o que se desejou e o que ocorreu [...] (Giglio, p. 87, 1999).

A dissonância pode ser diminuída através de analises sobre tipos de respostas básicas do cliente, a partir disso podemos perceber as preferencias e estímulos correntes. Estudo esse, possibilitado a ser feito através do comportamento do consumo que novamente dá a marketing caminhos para melhor o desempenho, para então, construir junto com o cliente suas e nossas expectativas.
Se faz necessário observar os fatos para depois criarmos uma tecnologia, ou seja é de extrema importância que o marketing observe atentamente o comportamento do consumidor para chegar num resultado satisfatório.
Conforme coloca Schweriner:
[...] apesar de toda a encenação inversa, todas as sofisticadas ferramentas de pesquisa de mercado servem essencialmente para descobrir caminhos mais eficientes para induzir a procura, a fim de desaguar os produtos já fabricados ou a serem fabricados pelas indústrias. (Schweriner, p. 144, 2006).

Dessa forma observamos uma movimentação atual e intensa sobre as organizações, seus focos estão tomando outro rumo, a de atender toda e qualquer necessidade do cliente, porém na principal estratégia da mesma estão o seu avanço e desenvolvimento ao lucro, mas pressupomos que as mesmas atuam de forma a não demonstrar seus reais interesses, agradam o consumidor, mas encontra partida é somente a venda do produto que lhe interessa.
Recentemente o marketing tem sofrido grandes transformações segundo Zanone (2011):
[...] ganha força um novo formato de marketing em que a empresa deve buscar equilibrar as necessidades mercadológicas e econômicas com os interesses da sociedade, e respeitar as questões relativas ao meio ambiente. (Zanone, p. 8, 2011).

De fato está ocorrendo uma reestruturação na área de marketing, estão buscando estudos a proporcionar um melhor entendimento sobre o comportamento do consumidor, a fim de equilibrar o mercado e a economia com os interesses de seus clientes e os seus interesses. Estudos estão proporcionando essa visão de respeito ao consumidor e suas decisões, também fatos globalmente discutidos estão sendo analisados, como o estado do nosso meio ambiente, que de certa forma, influencia o consumidor altamente informado e consumista.
Coloca-nos Zanone, (2011) “[...] em mercados competitivos, todos os esforços de marketing dirigem-se ao consumidor na busca de soluções que satisfaçam suas necessidades e desejos”. Dessa forma, entender o comportamento do consumidor é fundamental para que a empresa decida sobre seu produto, preço, ponto de venda e promoção.
Segundo Slater (2002):
Na medida em que “o moderno” se estabelece com base em uma visão do mundo vivenciado por um agente social que é supostamente livre e racional enquanto individuo dentro de um mundo produzido pela organização racional e pelo saber científico, a figura do consumidor e a experiência do consumismo são ao mesmo tempo típicas do novo mundo e parte integrante de sua construção. (Slater, p. 18, 2002).

De fato o comportamento do consumidor em si já é uma tendência, um estudo recente que parte a orientar melhor o marketing em suas ações, segundo Canclini (1995) “[...] o consumo nos últimos anos multiplicaram-se, reproduzindo o particionamento e desconexão entre as ciências sociais,” realmente podemos ver que não somente em tempos passados, mas ainda tem muito que se aprender com o comportamento do consumidor.
  As tendências do estudo do comportamento do consumidor estão nos levando a dar importância à situação atual das mídias sociais, que estão sendo utilizadas para atrair e divulgar produtos, porém se faz necessário um estudo específico sobre a sua utilização, e determinar seus clientes foco, para obter de certa forma uma lucratividade, envolvendo a inovação atual de processos.

Referências:

ASSAEL, Henry. Consumer Behavior and Marketing Action. 6 Ed. South Western College Publishing. New York. 1998.
CANCLINI, Nestor G. Consumidores Y Ciudadanos: Confictos multiculturalos de la globalización. Grijalbo, México. 1995.
KARSAKLIAN, Eliane. Comportamento do consumidor. 2 ed. Atlas,  São Paulo. 2004.
GIGLIO, Ernesto. O Comportamento do Consumidor e a Gerência de Marketing. Pioneira, São Paulo, 1999.
HAWKINS, D.,  Mothersbaugh, e D. Best, R. Comportamento do Consumidor: construindo a estratégia de marketing. Tradução Cláudia Mello Belhassof. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.
KARSAKLIAN, Eliane. Comportamento do consumidor. 2 ed. Atlas,  São Paulo. 2004.
SCHWERINER, Mario Ernesto René. Comportamento do consumidor: identificando necejos e supérfluos essências. São Paulo. Saraiva, 2006.
SLATER, Don. Cultura do Consumo e Modernidade. Tradução: Dinah de Abreu Azevedo, Nobel, São Paulo, 2002.
SUBRAHMANYAN, S. e Arias, J. Tomas Gomez. Integrated approach to understanding consumer behavior at bottom of pyramid, Moraga, California 2008.
ZENONE, Luis Carlos. Gestão estratégica de Marketing: conceitos e técnicas. São Paulo, Saraiva, 2011.










terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Como fazer um paper?

Muitos tem dúvida de como fazer um paper, desta forma achei este artigo abaixo para auxilia-los.

Escrito pelo Prof. Sergio Enrique Faria onde é Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Cursou especialização em Marketing na Universidade Paulista (UNIP). Pós-graduado em Comércio Exterior pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU). Pós-Graduado em Metodologia e Didática do Ensino Superior (Anhanguera). Bacharel em Administração de Empresas com ênfase em Marketing pela Universidade São Judas Tadeu (USJT). Neuroeducador, Hipnólogo certificado pela International Hypnosis Association e pela American International Association, Coach, Master Modeling e Master Practitioner Internacional em PNL – Programação Neurolinguística (Homologado pela American Board of NLP (EUA) e pelaInternational Association of NLP-Institutes (Europa)). Professor universitário em cursos de graduação, pós-graduação e MBA.



Paper – O que é e como fazer
Prof. Sergio Enrique Faria

1-      Conceito de paper

O paper, position paper ou posicionamento pessoal é um pequeno artigo científico a respeito de um tema pré-determinado. Sua elaboração consiste na discussão e divulgação de idéias, fatos, situações, métodos, técnicas, processos ou resultados de pesquisas científicas (bibliográfica, documental, experimental ou de campo), relacionadas a assuntos pertinentes a uma área de estudo.
Na elaboração de um paper, o autor irá desenvolver análises e argumentações, com objetividade e clareza, podendo considerar, também, opiniões de especialistas. Por sua reduzida dimensão e conteúdo, o paper difere de trabalhos científicos, como monografias, dissertações ou teses.
O paper deve ser redigido com estrita observância das regras da norma culta, objetividade, precisão e coerência. Devem ser evitadas as gírias, expressões coloquiais e que contenham juízos de valor ou adjetivos desnecessários. Também é preciso evitar explicações repetitivas ou supérfluas, ao mesmo tempo em que se deve cuidar para que o texto não seja compacto em demasia, o que pode prejudicar a sua compreensão. A definição do título do artigo deve corresponder, de forma adequada, ao conteúdo desenvolvido.

2-      Propósitos do paper

De um modo geral, o paper é produzido para divulgar resultados de pesquisas científicas. Entretanto, esse tipo de trabalho também pode ser elaborado com os seguintes propósitos:
- Discutir aspectos de assuntos ainda pouco estudados ou não estudados (inovadores);
- Aprofundar discussões sobre assuntos já estudados e que pressupõem o alcance de novos resultados;
- Estudar temáticas clássicas sob enfoques contemporâneos;
- Aprofundar ou dar continuidade à análise dos resultados de pesquisas, a partir de novos enfoques ou perspectivas;
- Resgatar ou refutar resultados controversos ou que caracterizaram erros em processos de pesquisa, buscando a resolução satisfatória ou a explicação à controvérsia gerada.
Além desses objetivos, o paper pode abordar conceitos, idéias, teorias ou mesmo hipóteses de forma a discutí-los ou pormenorizar aspectos.
 Ao produzir o artigo, o aluno inicia uma aproximação aos conceitos e à linguagem científica que necessitará desenvolver no momento da elaboração do trabalho de conclusão de curso.
A elaboração de artigos estimula, ainda, a análise e a crítica de conteúdos teóricos e de idéias de diferentes autores, contribuindo para que o aluno aprenda a sintetizar conceitos, fazer comparações, formular críticas sobre um determinado tema à luz de pressupostos teóricos ou de evidências empíricas já sistematizadas.

3-      Elaboração do paper

Para que o conteúdo do paper  seja  bem trabalhado e fundamentado sugere-se que o mesmo tenha entre 10 e 15 páginas. Como o paper deve ser sempre fundamentado cientificamente, deve-se utilizar no mínimo 3 autores na pesquisa.
Antes de começar a escrever o artigo, é preciso que o autor primeiro reúna as informações e conhecimentos necessários por meio de livros, revistas, artigos e outros documentos de valor científico. Em seguida, deve-se organizar um esqueleto ou roteiro básico das idéias, iniciando com a apresentação geral do assunto e dos propósitos do artigo, seguidos da indicação das partes principais do tema e suas subdivisões e, por fim, destacando os aspectos a serem enfatizados no trabalho.
A elaboração deste plano é útil, em primeiro lugar, para sistematizar a comunicação a ser feita, evitando que o autor se perca durante a elaboração. Por outro lado, também auxilia como recurso pedagógico para reflexão e organização lógica das idéias a serem abordadas;
Em termos de procedimentos para a escrita de um artigo científico, é necessário observar os propósitos do trabalho a ser elaborado. Todavia, independente de ter propósitos distintos, o artigo científico deve apresentar a estrutura básica que caracteriza todos os tipos de trabalhos científicos ou acadêmicos: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.


Introdução
É o primeiro contato do leitor com a obra. Deve-se, nela, fazer o leitor entender com clareza o contexto da pesquisa, de forma didática. A introdução do paper tem, geralmente, uma ou duas páginas e deve abordar os seguintes elementos:
-          Assunto/tema do artigo e seus objetivos;
-          Justificativa do trabalho e sua importância teórica ou prática;
-          Síntese da metodologia utilizada na pesquisa;
-          Limitações quanto à extensão e profundidade do trabalho;
-          Como o artigo está organizado.

Desenvolvimento (corpo do artigo)
O desenvolvimento é o elemento essencial da pesquisa, isto é, o seu coração, e no geral concentra de 80 a 90 por cento do total de páginas do relatório.
Nesta etapa o aluno deverá dividir o tema em discussão para uma maior clareza e compreensão por parte do leitor. É preciso evitar, porém, o excesso de subdivisões, cujos títulos devem ser curtos e adequados aos aspectos mais relevantes do conteúdo, motivando para a leitura. Vale ressaltar que as divisões, subdivisões e títulos do artigo não garantem a sua consistência ou importância. É preciso que as referidas partes e respectivas idéias estejam articuladas de forma lógica, conferindo ao conjunto a indispensável unidade e homogeneidade.
                        No desenvolvimento são apresentados os dados do estudo, incluindo a exposição e explicação das idéias e do material pesquisado, referencial teórico (apresentação de conceitos sistematizados com base na literatura), discussão e análise das informações colhidas e avaliação dos resultados, confrontando-se os dados obtidos na pesquisa e o conteúdo abordado nos referenciais teóricos.

Conclusão

A conclusão apresenta as informações que vão finalizar o trabalho buscando-se integrar todas as partes discutidas. É a dedução lógica do estudo, na qual destacam-se os seus resultados, relacionando-os aos objetivos propostos na introdução. Podem ser incluídas as limitações do trabalho, sugestões ou recomendações para outras pesquisas, porém de forma breve e sintética.
Em termo formais, a conclusão é uma exposição factual sobre o que foi investigado, analisado, interpretado; é uma síntese comentada das idéias essenciais e dos principais resultados obtidos, explicitados com precisão e clareza. Assim, a leitura da conclusão deve permitir ao leitor o entendimento de todo o trabalho desenvolvido, das particularidades da empresa aos resultados esperados na implantação do projeto proposto.

       4-­ Quanto à forma de apresentação
O paper é apresentado, usualmente, seguindo-se as normas prescritas para apresentação de trabalhos acadêmicos, ressalvando-se os trabalhos preparados para eventos ou com fins de publicação em periódicos científicos, que devem atender aos critérios e modelos estabelecidos por seus organizadores e/ou editores. Como trabalho acadêmico, especificamente, o paper deve estar orientado pelas normas constantes no manual da própria faculdade, as quais são certamente baseadas nas normas da ABNT. Na apresentação do paper, é preciso realmente observar as orientações prescritas nos manuais, pois, caso isso não aconteça, corre-se o risco de comprometer a aprovação do artigo.

     5-  Avaliação
O paper pode ser avaliado segundo inúmeros critérios, decorrentes dos objetivos propostos pelo professor. Normalmente, os artigos científicos são elaborados por alunos que se encontram em fase final do curso de graduação, muito embora nada impeça que o professor os solicite em etapas anteriores, adequando-o às possibilidades e recursos já desenvolvidos por seus alunos.
Para a avaliação de artigos científicos, então, podem ser descritos vários critérios, tais como:

a) Quanto ao conteúdo:
- Clareza na apresentação dos objetivos, justificativa e importância do artigo;
- Identificação dos limites do artigo (definição do foco do artigo e dos aspectos que não serão abordados);
- Clareza na especificação das unidades de análise (como por exemplo: indivíduo, organização, sociedade);
- Demonstração de conhecimento suficiente sobre o assunto;
- Referencial teórico claramente identificado, coerente e adequado aos propósitos do artigo;
- Ausência de dispersão ou de redundância das informações/conteúdos;
- Apresentação de suposições (hipóteses) sustentadas em teorias e crenças consideradas verdadeiras a partir do paradigma do qual se originam; as suposições devem ser claras e justificadas;
- Coerência entre as informações e no encadeamento do raciocínio lógico;
- Ausência de saltos de raciocínio na passagem de um parágrafo para outro, ou de um conceito para outro;
- Elaboração de análise e síntese diante de conceitos teóricos semelhantes e/ou divergentes;
- Uso adequado de exemplos complementares para clarificar o significado do texto;
- Demonstração de argumentos ou provas suficientes para apoiar as conclusões;
- Articulação entre sugestões ou recomendações e as discussões apresentadas no texto;
- Originalidade e inovação do assunto abordado;
- Postura ética no trato do tema e desenvolvimento da análise (imparcialidade e equilíbrio).

b) Quanto à forma:
- Atendimento aos objetivos propostos;
- Objetividade, precisão e coerência na escrita do texto;
- Uso fiel das fontes mencionadas no artigo, com a correta relação com os fatos
analisados;
- Uso/seleção de literatura pertinente à análise;
- Linguagem acessível;
- Unidade e articulação do texto (encadeamento lógico);
- Elementos de transição entre parágrafos adequados ao sentido e à lógica dos
conteúdos;
- Afirmativas unívocas, sem duplo sentido;
- Coerência e padronização dos termos técnicos;
- Observância das regras da norma culta;
- Uso correto de citações devidamente referenciadas;
- Adequação do título ao conteúdo; resumo claro e informativo
- As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos determinadas são respeitadas?

O artigo pode ser rejeitado tanto pelo acúmulo de pequenas falhas em diversos critérios quanto pelo número excessivo de falhas em um mesmo critério.



ARRABAL, Alejandro Knaesel. Modelo de paper. Disponível em: <http://www.praticadapesquisa.com.br/2010/09/modelo-de-paper.html>. Acesso em: (05.12.2011).