quarta-feira, 2 de maio de 2012

Como fazer uma resenha


Pessoal com essas informações quero repassar a todos como podemos fazer uma resenha, são passos que achei interessantes do site da conceituada PUCRS sobre a formatação e a elaboração de resenhas.
1. Definições


Resenha-resumo:
     É um texto que se limita a resumir o conteúdo de um livro, de um capítulo, de um filme, de uma peça de teatro ou de um espetáculo, sem qualquer crítica ou julgamento de valor. Trata-se de um texto informativo, pois o objetivo principal é informar o leitor.


Resenha-crítica:
     É um texto que, além de resumir o objeto, faz uma avaliação sobre ele, uma crítica, apontando os aspectos positivos e negativos. Trata-se, portanto, de um texto de informação e de opinião, também denominado de recensão crítica.




2. Quem é o resenhista


     A resenha, por ser em geral um resumo crítico, exige que o resenhista seja alguém com conhecimentos na área, uma vez que avalia a obra, julgando-a criticamente.




3. Objetivo da resenha


     O objetivo da resenha é divulgar objetos de consumo cultural - livros,filmes peças de teatro, etc. Por isso a resenha é um texto de caráter efêmero, pois "envelhece" rapidamente, muito mais que outros textos de natureza opinativa.




4. Veiculação da resenha


     A resenha é, em geral, veiculada por jornais e revistas.




5. Extensão da resenha


     A extensão do texto-resenha depende do espaço que o veículo reserva para esse tipo de texto. Observe-se que, em geral, não se trata de um texto longo, "um resumão" como normalmente feito nos cursos superiores ... Para melhor compreender este item, basta ler resenhas veiculadas por boas revistas.




6. O que deve constar numa resenha


Devem constar:
  • O título
  • A referência bibliográfica da obra
  • Alguns dados bibliográficos do autor da obra resenhada
  • O resumo, ou síntese do conteúdo
  • A avaliação crítica


7. O título da resenha


     O texto-resenha, como todo texto, tem título, e pode ter subtítulo, conforme os exemplos, a seguir:
    Título da resenha: Astro e vilão
    Subtítulo: Perfil com toda a loucura de Michael Jackson
    Livro: Michael Jackson: uma Bibliografia não Autorizada (Christopher Andersen) - Veja, 4 de outubro, 1995

    Título da resenha: Com os olhos abertos
    Livro: Ensaio sobre a Cegueira (José Saramago) - Veja, 25 de outubro, 1995

    Título da resenha: Estadista de mitra
    Livro: João Paulo II - Bibliografia (Tad Szulc) - Veja, 13 de março, 1996


8. A referência bibliográfica do objeto resenhado


     Constam da referência bibliográfica:
  • Nome do autor
  • Título da obra
  • Nome da editora
  • Data da publicação
  • Lugar da publicação
  • Número de páginas
  • Preço
Obs.: Às vezes não consta o lugar da publicação, o número de páginas e/ou o preço.


Os dados da referência bibliográfica podem constar destacados do texto, num "box" ou caixa.


Exemplo: Ensaio sobre a cegueira, o novo livro do escritor português José Saramago (Companhia das Letras; 310 páginas; 20 reais), é um romance metafórico (...) (Veja, 25 de outubro, 1995).




9. O resumo do objeto resenhado


     O resumo que consta numa resenha apresenta os pontos essenciais do texto e seu plano geral.


     Pode-se resumir agrupando num ou vários blocos os fatos ou idéias do objeto resenhado.


     Veja exemplo do resumo feito de "Língua e liberdade: uma nova concepção da língua materna e seu ensino" (Celso Luft), na resenha intitulada "Um gramático contra a gramática", escrita por Gilberto Scarton.



     "Nos 6 pequenos capítulos que integram a obra, o gramático bate, intencionalmente, sempre na mesma tecla - uma variação sobre o mesmo tema: a maneira tradicional e errada de ensinar a língua materna, as noções falsas de língua e gramática, a obsessão gramaticalista, a inutilidade do ensino da teoria gramatical, a visão distorcida de que se ensinar a língua é se ensinar a escrever certo, o esquecimento a que se relega a prática lingüística, a postura prescritiva, purista e alienada - tão comum nas "aulas de português".

     O velho pesquisador apaixonado pelos problemas de língua, teórico de espírito lúcido e de larga formação lingüística e professor de longa experiência leva o leitor a discernir com rigor gramática e comunicação: gramática natural e gramática artificial; gramática tradicional e lingüística;o relativismo e o absolutismo gramatical; o saber dos falantes e o saber dos gramáticos, dos lingüistas, dos professores; o ensino útil, do ensino inútil; o essencial, do irrelevante".



     Pode-se também resumir de acordo com a ordem dos fatos, das partes e dos capítulos.


     Veja o exemplo da resenha "Receitas para manter o coração em forma" (Zero Hora, 26 de agosto, 1996), sobre o livro "Cozinha do Coração Saudável", produzido pela LDA Editora, com o apoio da Beal.


Receitas para manter o coração em forma


     "Na apresentação, textos curtos definem os diferentes tipos de gordura e suas formas de atuação no organismo. Na introdução os médicos explicam numa linguagem perfeitamente compreensível o que é preciso fazer (e evitar) para manter o coração saudável.

     As receitas de Cozinha do Coração Saudável vêm distribuídas em desjejum e lanches, entradas, saladas e sopas; pratos principais; acompanhamentos; molhos e sobremesas. Bolinhos de aveia e passas, empadinhas de queijo, torta de ricota, suflê de queijo, salpicão de frango, sopa fria de cenoura e laranja, risoto com açafrão, bolo de batata, alcatra ao molho frio, purê de mandioquinha, torta fria de frango, crepe de laranja e pêras ao vinho tinto são algumas das iguarias".





10. Como se inicia uma resenha


     Pode-se começar uma resenha citando-se imediatamente a obra a ser resenhada. Veja os exemplos:



     "Língua e liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu ensino" (L&PM, 1995, 112 páginas), do gramático Celso Pedro Luft, traz um conjunto de idéias que subvertem a ordem estabelecida no ensino da língua materna, por combater, veementemente, o ensino da gramática em sala de aula.




     Mais um exemplo:



     "Michael Jackson: uma Bibliografia Não Autorizada (Record: tradução de Alves Calado; 540 páginas, 29,90 reais), que chega às livrarias nesta semana, é o melhor perfil de astro mais popular do mundo". (Veja, 4 de outubro, 1995).




     Outra maneira bastante freqüente de iniciar uma resenha é escrever um ou dois parágrafos relacionados com o conteúdo da obra.


     Observe o exemplo da resenha sobre o livro "História dos Jovens" (Giovanni Levi e Jean-Claude Schmitt), escrita por Hilário Franco Júnior (Folha de São Paulo, 12 de julho, 1996).


O que é ser jovem

Hilário Franco Júnior

     Há poucas semanas, gerou polêmica a decisão do Supremo Tribunal Federal que inocentava um acusado de manter relações sexuais com uma menor de 12 anos. A argumentação do magistrado, apoiada por parte da opinião pública, foi que "hoje em dia não há menina de 12 anos, mas mulher de 12 anos".

     Outra parcela da sociedade, por sua vez, considerou tal veredito como a aceitação de "novidades imorais de nossa época". Alguns dias depois, as opiniões foram novamente divididas diante da estatística publicada pela Organização Mundial do Trabalho, segundo a qual 73 milhões de menores entre 10 e 14 anos de idade trabalham em todo o mundo. Para alguns isso é uma violência, para outros um fato normal em certos quadros sócio-econômico-culturais.

     Essas e outras discussões muito atuais sobre a população jovem só podem pretender orientar comportamentos e transformar a legislação se contextualizadas, relativizadas. Enfim, se historicizadas. E para isso a "História dos Jovens" - organizada por dois importantes historiadores, o modernista italiano Giovanno Levi, da Universidade de Veneza, e o medievalista francês Jean-Claude Schmitt, da École des Hautes Études em Sciences Sociales - traz elementos interessantes.




     Observe igualmente o exemplo a seguir - resenha sobre o livro "Cozinha do Coração Saudável", LDA Editores, 144 páginas (Zero Hora, 23 de agosto, 1996).


Receitas para manter o coração em forma

Entre os que se preocupam com o controle de peso e buscam uma alimentação saudável são poucos os que ainda associam estes ideais a uma vida de privações e a uma dieta insossa. Os adeptos da alimentação de baixos teores já sabem que substituições de ingredientes tradicionais por similares light garantem o corte de calorias, açúcar e gordura com a preservação (em muitos casos total) do sabor. Comprar tudo pronto no supermercado ou em lojas especializadas é barbada. A coisa complica na hora de ir para a cozinha e acertar o ponto de uma massa de panqueca,crepe ou bolo sem usar ovo. Ou fazer uma polentinha crocante, bolinhos de arroz e croquetes sem apelar para a frigideira cheia de óleo. O livro Cozinha do Coração Saudável apresenta 110 saborosas soluções para esses problemas. Produzido pela LDA Editora com apoio da Becel, Cozinha do Coração saudável traz receitas compiladas por Solange Patrício e Marco Rossi, sob orientação e supervisão dos cardiologistas Tânia Martinez, pesquisadora e professora da Escola Paulista de Medicina, e José Ernesto dos Santos, presidente do departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia e professor da faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Os pratos foram testados por nutricionistas da Cozinha Experimental Van Den Bergh Alimentos.



     Há, evidentemente, numerosas outras maneiras de se iniciar um texto-resenha. A leitura (inteligente) desse tipo de texto poderá aumentar o leque de opções para iniciar uma recensão crítica de maneira criativa e cativante, que leva o leitor a interessar-se pela leitura.






11. A crítica


     A resenha crítica não deve ser vista ou elaborada mediante um resumo a que se acrescenta, ao final, uma avaliação ou crítica. A postura crítica deve estr presente desde a primeira linha, resultando num texto em que o resumo e a voz crítica do resenhista se interpenetram.


     O tom da crítica poderá ser moderado, respeitoso, agressivo, etc.


     Deve ser lembrado que os resenhistas - como os críticos em geral - também se tornam objetos de críticas por parte dos "criticados" (diretores de cinema, escritores, etc.), que revidam os ataques qualificando os "detratores da obra" de "ignorantes" (não compreenderam a obra) e de "impulsionados pela má-fé".




12. Exemplos de resenhas


     Publicam-se a seguir três resenhas que podem ilustrar melhor as considerações feitas ao longo desta apresentação.


Atwood se perde em panfleto feminista

Marilene Felinto
Da Equipe de Articulistas

     Margaret Atwood, 56, é uma escritora canadense famosa por sua literatura de tom feminista. No Brasil, é mais conhecida pelo romance "A mulher Comestível" (Ed. Globo). Já publicou 25 livros entre poesia, prosa e não-ficção. "A Noiva Ladra" é seu oitavo romance.

     O livro começa com uma página inteira de agradecimentos, procedimento normal em teses acadêmicas, mas não em romances. Lembra também aqueles discursos que autores de cinema fazem depois de receber o Oscar. A escritora agradece desde aos livros sobre guerra, que consultou para construir o "pano de fundo" de seu texto, até a uma parente, Lenore Atwood, de quem tomou emprestada a (original? significativa?) expressão "meleca cerebral".

     Feitos os agradecimentos e dadas as instruções, começam as quase 500 páginas que poderiam, sem qualquer problema, ser reduzidas a 150. Pouparia precioso tempo ao leitor bocejante.

     É a história de três amigas, Tony, Roz e Charis, cinqüentonas que vivem infernizadas pela presença (em "flashback") de outra amiga, Zenia, a noiva ladra, inescrupulosa "femme fatale" que vive roubando os homens das outras.

     Vilã meio inverossímel - ao contrário das demais personagens, construídas com certa solidez -, a antogonista Zenia não se sustenta, sua maldade não convence, sua história não emociona. A narrativa desmorona, portanto, a partir desse defeito central. Zenia funcionaria como superego das outras, imagem do que elas gostariam de ser, mas não conseguiram, reflexo de seus questionamentos internos - eis a leitura mais profunda que se pode fazer desse romance nada surpreendente e muito óbvio no seu propósito.

     Segundo a própria Atwood, o propósito era construir, com Zenia, uma personagem mulher "fora-da-lei", porque "há poucas personagens mulheres fora-da-lei". As intervenções do discurso feminista são claras, panfletárias, disfarçadas de ironia e humor capengas. A personagem Tony, por exemplo, tem nome de homem (é apelido para Antônia) e é professora de história, especialista em

REFERENCIAS:

GUIA de produção textual da PUCRS, disponível em: http://www.pucrs.br/gpt/resenha.php.acessado em 02.05.2012.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

ABNT - NBR 10520 - Informação e documentação – Citações em documentos – Apresentação


ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas

NBR 10520 – de agosto de 2002
Informação e documentação – Citações em documentos – Apresentação
_____________________________________________________
Origem: Projeto NBR 10520-2002
ABNT/CB-14 – Comitê Brasileiro de Finanças, Bancos, Seguros, Comércio,
Administração e Documentação
CE-14:001.01 – Comissão de Estudo de Documentação
NBR 10500 – Information and documentation – Presentation of citations
Descriptors: Documentation. Citation
Esta norma foi baseada na ISO 690:1987
Esta norma substitui a NBR 10520:2001
Válida a partir de 29.09.2002
Palavras-chave: Documentação. Citação 7 páginas

Sumário
Prefácio
1 Objetivo
2 Referências normativas
3 Definições
4 Localização
5 Regras gerais de apresentação
6 Sistema de chamada
7 Notas de rodapé

Prefácio
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Fórum Nacional de Normalização. As normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).
Os projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Pública entre os associados e da ABNT e demais interessados.

1 Objetivo
Esta Norma específica as características exigíveis para apresentação de citações em documentos.

2 Referências normativas
As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda Norma está sujeita à revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.
NBR 6023:2002 – Informação e documentação – Referências – Elaboração
NBR 10522:1998 – Abreviação na descrição bibliográfica - Procedimento

3 Definições
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições:

3.1 citações: Menção de uma informação extraída de outra fonte

3.2. citação de citação: Citação direta ou indireta de um texto em que não se teve acesso ao original.

3.3 citação direta: Transcrição textual de parte da obra do autor consultado.

3.4 citação indireta: Texto baseado na obra do autor consultado.

3.5 notas de referência: Notas que indicam fontes consultadas ou remetem a outras partes da obra onde o assunto foi abordado.

3.6 notas de rodapé: indicações, observações ou aditamentos ao texto feitos pelo autor, tradutor ou editor, podendo também aparecer na margem esquerda ou direita da mancha gráfica.

3.7 notas explicativas: Notas usadas para comentários, esclarecimentos ou explanações, que não possam ser incluídos no texto.

4 Localização
As citações podem aparecer:
a) no texto;
b) em notas de rodapé

5 Regras gerais de apresentação
Nas citações, as chamadas pelo sobrenome do autor, pela instituição, responsável ou título incluído na sentença devem ser em letras maiúsculas e minúsculas e, quando estiverem entre parênteses, devem ser letras maiúsculas.

Exemplos: A ironia seria assim um forma implícita de heterogeneidade mostrada, conforme a classificação proposta por
Authier-Reiriz (1982)
"Apesar das aparências, a desconstrução do logocentrismo não é uma psicanálise da filosofia [...]"
(DERRIDA, 1967, p. 293).

5.1 Especificar no texto a(s) páginas, volume(s), tomo(s) ou seção(ões) da fonte consultada, nas citações diretas. Este(s) deve(m) seguir a data, separado(s) por vírgula e precedido(s) pelo termo, que o(s) caracteriza, de forma abreviada. Nas citações indiretas, a indicação da(s) página(s) consultada(s) é opcional.

Exemplos: A produção de lítio começa em Searles Lake, Califórnia em 1928 (MUMFORD, 1949, p. 513).
Oliveira e Leonardos (1943, p. 446) dizem que a [...] relação da série São Roque com os granitos porfiróides
pequenos é muito clara.
Meyer parte de uma passagem da crônica de "14 de maio, de A Semana:" Houve sol, e grande sol, naquele
domingo de 1888, em que o Senado votou a lei, que a regente sancionou [...] (ASSIS, 1994, v. 3, p. 583).

5.2 As citações diretas, no texto, de até três linhas, devem estar contidas entre aspas duplas. As aspas simples são utilizadas para indicar citação no interior da citação.

Exemplos: Barbour (1971, p. 35) descreve: "O estudo da morfologia dos terrenos [...] ativos [...]"
Ou
"Não se mova, faça de conta que está morta." (CLARAC BONNIN, 1985, p. 72).
Segundo Sá (1995, p. 27): "[...] por meio da mesma arte de conversação' que abrange tão extensa e
significativa parte da nossa existência cotidiana [...]"

5.3 As citações diretas, no texto, com mais de três linhas, devem ser destacadas com recuo de 4 cm da margem esquerda, com letra menor que a do texto utilizado e sem as aspas. No caso de documentos datilografados, deve-se observar apenas o recuo.

Exemplo: A teleconferência permite ao indivíduo participar de um encontro nacional ou regional sem a necessidade
de deixar seu local de origem. Tipos comuns de teleconferência incluem o uso da televisão, telefone, e
computador. Através de áudio-conferência, utilizando a companhia local de telefone, um sinal de áudio
pode ser emitido em um salão de qualquer dimensão. (NICHOLS, 1993, p. 181)

5.4 Devem ser indicadas as supressões, interpolações, comentários, ênfase ou destaques, do seguinte modo:
a) supressões [...]
b) interpolações, acréscimos ou comentários: [ ]
c) ênfase ou destaque: grifo ou negrito ou itálico.

5.5 Quando se tratar de dados obtidos por informação verbal (palestras, debates, comunicações, etc...), indicar, entre parênteses, a expressão informação verbal, mencionando-se os dados disponíveis, em nota de rodapé.


Exemplos: No texto
O novo medicamento estará disponível até o final deste semestre (informação verbal)1
No rodapé da página.
_________________
1 Noticia fornecida por John A. Smith no Congresso Internacional de Engenharia Genética, em Londres, em outubro de 2001
5.6 Na citação de trabalho em fase de elaboração, deve ser mencionado o fato, indicando-se os dados disponíveis, em nota de rodapé.

Exemplos: No texto
Os poetas selecionados contribuíram para a consolidação da poesia do Rio Grande do Sul, séculos XIX e XX
(em fase de elaboração)1.

No rodapé da página.
_________________
1 Poetas rio-grandenses, de autoria de Elvo Clemente, a ser editado pela EDIPUCRS, 2002.

5.7 Para enfatizar trechos da citação, deve-se destacá-los indicando esta alteração com a expressão grifo nosso entre parênteses, após a chamada da citação, ou grifo do autor caso o destaque já faça parte da obra consultada.

Exemplos: "[...] para que não tenha lugar a produção de degenerados, quer physicos quer morais, misérias,
verdadeiras ameaças à sociedade ." (SOUTO, 1916, p. 46, grifo nosso).
"[...] b) desejo de criar uma literatura independente, diversa, de vez que, aparecendo o classicismo como
manifestação de passado colonial. [...]" (CÂNDIDO, 1993, v. 2, p. 12, grifo do autor).

5.8 Quando a citação incluir texto traduzido pelo autor deve-se incluir, após a chamada da citação, a expressão traduçãonossa, entre parênteses.

Exemplo:
"Ao fazê-lo pode estar envolto em culpa, perversão, ódio de si mesmo [...] pode julgar-se pecador e
identificar-se com seu pecado." (RAHNER, 1962, v. 4, p. 463, tradução nossa).'

6 Sistema de chamada
As citações devem ser indicadas no texto por um sistema de chamada: numérico ou autor-data.

6.1 Qualquer que seja o método adotado deve ser seguido constantemente ao longo de todo o trabalho, permitindo sua correlação na lista de referências ou em notas de rodapé.

6.1.1 Quando o(s) nome(s) do(s) autor(es), instituição(ões), responsável(eis) estiver(em) incluído(s) na sentença, indica-se a data, entre parênteses, acrescida da(s) página(s), se a citação for direta.
Exemplo: Em Teatro Aberto (1963) relata-se a emergência do teatro do absurdo
Segundo Morais (1955, p. 32) assinala "[...] a presença de concreções de bauxita no Rio Cricon."

6.1.2 Quando houver coincidência de sobrenomes de autores, acrescentam-se as iniciais de seus prenomes: se mesmo assim existir coincidência, colocam-se os prenomes por extenso.
Exemplo: (BARBOSA, C., 1958) (BARBOSA, Cássio, 1965)
(BARBOSA, O., 1959) (BARBOSA, Celso, 1965)

6.1.3 As citações de diversos documentos de um mesmo autor, publicados num mesmo ano, são distinguidas pelo acréscimo de letras minúsculas, em ordem alfabética, após a data e sem espacejamento, conforme a lista de referências.
Exemplo: De acordo com Reeside (1972a)
(REESIDE, 1927b)

6.1.4 As citações indiretas de diversos documentos da mesma autoria, publicados em anos diferentes e mencionados simultaneamente, tem as suas datas separadas por vírgula.
Exemplo: (DREYFUSS, 1989, 1991, 1995)
(CRUZ; CORREA; COSTA, 1998, 1999, 2000)

6.1.5 As citações indiretas de diversos documentos de vários autores, mencionados simultaneamente, devem ser separadas por ponto-e-vírgula, em ordem alfabética.
Exemplo: Ela polariza e encaminha, sob a forma de "demanda coletiva", as necessidades de todos (FONSECA, 1997; PAIVA, 1997; SILVA, 1997).
Diversos autores salientam a importância do "acontecimento desencadeador" no inicio de um processo de aprendizagem (CROSS, 1984; KNOX, 1986; MEZIROW, 1991).

6.2 Sistema numérico
Neste sistema, a indicação da fonte é feita por uma numeração única e consecutiva, em algarismos arábicos, remetendo à lista de referências ao final do trabalho, do capítulo ou da parte, na mesma ordem em que aparecem no texto. Não se inicia a numeração das citações a cada página.

6.2.1 O sistema numérico não deve ser utilizado quando há notas de rodapé.

6.2.2 A indicação da numeração pode ser feita entre parênteses, alinhada ao texto, ou situada pouco acima da linha do texto em expoente à linha do mesmo, após a pontuação que fecha a citação.
Exemplo: Diz Rui Barbosa: "Tudo é viver, previvendo." (15)
Diz Rui Barbosa: "Tudo é viver, previvendo." 15

6.3 Sistema autor-data
Neste sistema, a indicação da fonte é feita:
a) pelo sobrenome de cada autor ou pelo nome de cada entidade responsável até o primeiro sinal de pontuação,
seguido(s) da data de publicação do documento e da(s) página(s) da citação, no caso de citação direta, separado por vírgula e entre parênteses:

Exemplos: No texto:
A chamada "pandectísta havia sido a forma particular pela qual o direito romano fora integrado no século XIX na Alemanha em particular." (LOPES, 2000, p. 225)."

Na lista de referências:
LOPES, José Reinaldo de Lima. O direito na História. São Paulo: Max Limonad, 2000.

No texto
Bobbio (1995, p.30) com muita propriedade nos lebra, ao comentar esta situação, que os "juristas medievais justificaram formalmente a validade do direito romano ponderando que este era o direito do Império Romano que tinha sido reconstituído por Carlos Magno com o nome de Sacro Império Romano."

Na lista de referências:
BOBBIO, Norberto. O positivismo jurídico: lições de Filosofia do Direito. São Paulo, Ícone, 1995.

No texto:
De fato, semelhante equacionamento do problema conteria o risco de se considerar a literatura meramente como uma fonte a mais de conteúdos já previamente disponíveis, em outros lugares, para a teologia (JOSSUA; METZ 1976, p.3).

Na lista de referências:
JOSSUA, Jean Pierre; METZ, Johann Baptist. Editorial: Teologia e Literatura. Concilium, Petrópolis, v.
115, n. 5, p. 2-5, 1976.

No texto:
Merriam e Caffarella (1991) observam que a localização de recursos tem um papel crucial no processo
de aprendizagem autodirigida.

Na lista de referências:
MERRIAM, S.; CAFFARELLA, R. Learning in adul'hood: a comprehensive guide. San Francisco:
Jossey-Bass, 1991.

No texto:
"Comunidade tem que poder ser intercambiada em qualquer circunstância, sem quaisquer restrições estatais, pelas moedas dos outros Estados-membros." (COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS,1992, p. 34).

Na lista de referências:
COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPÉIAS. A união européia. Luxemburgo: Serviço das
Publicações Oficiais das Comunidades Européias, 1992.

No texto:
O mecanismo proposto para viabilizar esta concepção é o chamado Contrato de Gestão, que conduziria à captação de recursos privados como forma de reduzir os investimentos públicos no ensino superior (BRASIL, 1995).

Na lista de referências:

BRASIL. Ministério da Administração Federal e da Reforma do Estado. Plano diretor da reforma do aparelho do Estado. Brasília, DF, 1995.
b) pela primeira palavra do título seguida de reticências, no caso das obras sem indicação de autoria ou responsabilidade, seguida da data de publicação do documento e da(s) página(s) da citação, no caso de citação direta, separados por vírgula e entre parênteses;

Exemplos: No texto:
"As IES implementarão mecanismos democráticos, legítimos e transparentes de avaliação sistemática das suas atividades, levando em conta seus objetivos institucionais e seus compromissos para com a sociedade." (ANTEPROJETO..., 1987, p. 55).

Na lista de referências:

ANTEPROJETO de lei. Estudos e Debates, Brasília, DF,. N. 13, p. 51-60, jan. 1987.
c) se o título iniciar por artigo (definido ou indefinido), ou monossílabo, este deve ser incluído na indicação da fonte.

Exemplos: No texto:

E eles disseram "globalização", e soubemos que era assim que chamavam a ordem absurda em que dinheiro é a única pátria à qual se serve e as fronteiras se diluem, não pela fraternidade, mas pelo sangramento que engorda poderosos sem nacionalidade (A FLOR..., 1995, p. 4).

Na lista de referências:

A FLOR Prometida. Folha de S. Paulo, São Paulo, p. 4, 21 abr. 1995.

No texto:

Em Nova Londrina (PR), as crianças são levadas às lavouras a partir dos 5 anos." (NOS CANAVIAIS...,
1995, p. 2).

Na lista de referências:

NOS CANAVIAIS, mutilação em vez de lazer e escola. O Globo, Rio de Janeiro, 16 Jul. 1995. O País,
p. 12.

7 Notas de rodapé
Deve-se utilizar o sistema autor-data para as citações no texto e o numérico para notas explicativas. As notas de rodapé podem ser conforme 7.1 e 7.2 e devem ser alinhadas a partir da segunda linha da mesma nota, abaixo da primeira letra da primeira palavra, de forma a destacar o expoente e sem espaço entre elas e com fonte menor.

Exemplos
__________________
1 Veja-se como exemplo desse tipo de abordagem o estudo de Netzer (1976).
2 Encontramos esse tipo de perspectiva na 2ª parte do verbete referido na nota anterior, em grande parte do estudo de Rahner (1962).

7.1 Notas de referência
A numeração das notas de referência é feita por algarismos arábicos, devendo ter numeração única e consecutiva para cada capítulo ou parte. Não se inicia a numeração a cada página.

7.1.1 A primeira citação de uma obra, em nota de rodapé, deve ter sua referência completa.
Exemplo: No rodapé da página
__________________
8 FARIA, José Eduardo (Org.). Direitos humanos, direitos sociais e justiça. São Paulo: Malheiros, 1994.

7.1.2 As subsequentes citações da mesma obra podem ser referenciadas de forma abreviada, utilizando as seguintes
expressões, abreviadas quando for o caso:
a) Idem – mesmo autor-Id.:
Exemplo:
__________________
8 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1989, p.9.
9 Id, 2000, p. 19.
b) Ibidem – na mesma obra – Ibid.:
Exemplo:
__________________
3 DURKHEIM, 19215, p. 176.
4 Ibid, p. 190.
c) Opus citatum, opere citato – obra citada – op. cit.:
Exemplo:
__________________
8 ADORNO, 1996, p. 38
9 GARLAND, 1990, p. 42-43
10 ADORNO, op. cit., p. 40.
d) Passim – aqui e ali, em diversas passagens – passim:
Exemplo:
__________________
5 RIBEIRO, 1997, passim.
e) Loco citado – no lugar citado – loc. cit.:
Exemplo:
__________________
4 TOMASELLI: PORTER, 9912, p. 33-46
5 TOMASELLI: PORTER, loc. cit
f) Confira, confronte – cf.:
Exemplo:
__________________
3 Cf. CALDIERA, 1992
g) Sequentia – seguinte ou que se segue – et seq.:
Exemplo:
__________________
7 FOUCALT, 1994, p. 17 et seq.

7.1.3 A expressão apud – citado por, conforme segundo – pode, também ser usada no texto.

Exemplos: No texto:

Segundo Silva (1983 apud ABREU, 1999, p. 3) diz ser [...]
"[...] o viés organicista da burocracia estatal e antiliberalismo da cultura política de 1937, preservado de modo encapuçado na Carta de 1946." (VIANNA, 1986, p. 172 apud SEGATTO, 1995, p. 214-215).
No modelo serial de Gough (1972 apud NARDI, 1993), o ato de ler envolve um processamento serial que começa com uma fixação ocular sobre o texto, prosseguindo da esquerda para a direita de forma linear.

No rodapé da página:
__________________
1 EVANS, 1987 APUD sage, 1992, P. 2-3.

7.1.4 As expressões constantes nas alíneas a), b), c) e f) de 7.1.2 só podem ser usadas na mesma página ou folha da
citação a que se referem.

7.2 Notas explicativas
A numeração das notas explicativas é feita em algarismos arábicos, devendo ter numeração única e consecutiva para cada capítulo ou parte. Não se inicia a numeração a cada página.
Exemplos: No texto:
O comportamento liminar correspondente à adolescência vem se constituindo numa das conquistas universais, como está, por exemplo, expresso no Estatuto da Criança e do Adolescente.
No rodapé da página:
__________________
1 Se a tendência à universalização das representações sobre a periodização dos ciclos de vida desrespeita a especificidade dos valores culturais de vários grupos, ela é condição para a constituição de adesões e grupos de pressão integrados à moralização de tais formas de inserção de crianças e de jovens.

No texto:
Os pais estão sempre confrontados diante das duas alternativas: vinculação escolar ou vinculação
profissional.4

No rodapé da página:
__________________
4 Sobre essa opção dramática, ver também Morice (1996, p. 269-290).



Fonte: www.abnt.org.br

terça-feira, 10 de abril de 2012

DA FALA PARA A ESCRITA: ATIVIDADES DE RETEXTUALIZAÇÃO (RESENHA)


MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. – 4.ed – São Paulo: Cortez, 2003.

Luiz Antônio Marcuschi é pesquisador e professor doutor, titular de Lingüística  da Universidade Federal de Pernambuco.

O professor Luiz Antônio Marcuschi busca em seu trabalho desfazer o mito da  supremacia cognitiva da escrita diante da oralidade, além de propor uma normatização do processo de restextualização, que vem ser a transcodificação do texto verbal para a sua versão escrita. A abordagem revela uma fundamentação em disciplinas conhecidas dos estudantes de Letras, como Lingüística e Análise do Discurso com uma releitura direcionada ao estabelecimento de um nexo de igualdade e relevância entre a oralidade e a escrita. Uma preocupação constante do autor em sua obra é descaracterizar a relação dicotômica, fundamentada no modelo estruturalista, voltando-se mais para uma abordagem funcionalista. 
Com esta nova visão ele situa a oralidade e a escrita num lugar de co-importância em que uma ajuda a outra no processo de comunicação. Especialmente nas atividades de retextualização, em que o texto concebido numa concepção discursiva oral é adaptado, através de regras de editoração, para a concepção discursiva escrita que, do ponto de vista ideológico, não pode ser considerado um elemento em oposição.
Em meio a esta discussão é que Marcuschi insere o debate sobre oralidade e letramento, dois conceitos muito confundidos no estudo das formas verbal e escrita em que o código lingüístico pode ser apresentado. Segundo demonstra o autor, esta confusão aumenta quando se discute aprendizado e o uso da língua numa comunidade. Ele faz inclusive a diferença entre o letramento apreendido formalmente na escola e um outro, denominado de “letramento social”, que corresponde ao aprendizado que resulta do convívio do indivíduo. Para deixar isto bem claro ele define:
Letramento é um processo de aprendizagem social e histórica da leitura e da escrita em contextos formais e para usos utilitários, por isto é um conjunto de práticas, ou seja, letramento, como bem disse Street(1995). Distribui-se em graus de domínio que vão de um patamar mínimo a um máximo. A alfabetização pode dar-se como se fato se deu historicamente, à margem da instituição escolar, mas é sempre um aprendizado mediante ensino, e compreende o domínio ativo e sistemático das habilidades de ler e escrever. 
(...)
A escolarização, por sua vez, é uma prática formal e institucional de ensino que visa a uma formação integral do indivíduo, sendo que a alfabetização é apenas uma das atribuições/atividade da escola. A escola tem projetos educacional amplos, enquanto que a alfabetização é uma habilidade restrita.

A língua falada e a língua escrita têm seu estudo pormenorizado por Marcuschi em função de duas dimensões de tratamento. Primeiro: Oralidade e Letramento; segundo: fala e escrita. Nesta última relação é que está concentrado o maior número de observações e formalidades dentro do processo de retextualização. Como por exemplo, a distinção entre os sinais marcadores e delimitadores das suas formas de expressão. Os aspectos formais, estruturais e semiológicos são os guias orientadores deste estudo.
Além da perceptiva dicotômica, refutada pelo autor, ainda são mostradas outras tendências nesse estudo da oralidade e da escrita, tais como: Tendência fenomenológica de caráter culturalista, ou visão culturalista, à qual apresenta uma oposição entre a cultura oral e a cultura letrada. É o pensamento concreto contra o abstrato, o raciocino prático contra o lógico, e assim por diante; perspectiva variacionista, que estabelece outras distinções de caráter mais amplo, como oposição entre língua padrão e variedade não padrão, língua culta e língua coloquial e norma padrão versus norma não-padrão; refere-se ainda o autor à perspectiva sócio-interacionista que ocupa-se em catalogar aspectos coincidentes entre as duas formas de expressão, dentro de uma visão mais ampla e menos discriminatória. Aborda, ainda, os campos de interseção comunicativa entre o texto falado e o escrito.
No segundo capítulo, o pesquisador discorre com maior profundidade a respeito da retextualização, especialmente das normas de editoração, a partir do seguinte exemplo:
a) texto original falado.
O meu pai não... o meu pai já é uma pessoa... ah... ele... já... é uma pessoa muito fechada... e... triste...
Descontinuidade pós-descontinuidade descontinuidade pós-descontinuidade
(falso início) (hesitação e repetição)
b) texto-alvo editorado
O meu pai já é uma pessoa muito fechada e triste.

A partir deste exemplo, Luiz Marchuschi, explica o processo de retextualização passo-a-passo, ao tempo em que comenta as dificuldades que variam de acordo com a forma do falante expor suas idéias com hesitações e frases entrecortadas, onde muitas das vezes é impossível reconstituir o pensamento por meio da escrita, ficando algo sem transcrição.
Ao comentar um estudo de caso, em que interrogatórios policiais foram analisados à luz da retextualização, comprovou-se um grande número de situações corriqueiras, onde foram reveladas diferenças lingüísticas, estrutura narrativa visível, vagueza e precisão, movimento do tom emocional ao tom neutro, mudança de perspectiva e obscurecimento das intenções das fontes.
Além de elaborar um fluxo dos processos de retextualização, o autor propõe ainda nove operações neste sentido, agrupadas em dois conjuntos, o de regras de regularização e idealização e o de regras de transformação.
O livro foi escrito com dois capítulos dispostos em 125 páginas. Utiliza-se de linguagem culta, exigindo do leitor alguma iniciação nas disciplinas de Lingüística e Análise do Discurso, além de conhecimentos pedagógicos. No segundo capítulo são mostrados gráficos que objetivam facilitar o entendimento de raciocínios abstratos.
Em sua tentativa de quebrar o mito da diferença entre a oralidade e a escrita, o que ele chama de preconceito, Luiz Marcuschi corre o risco de não ser aceito pela maioria dos autores. Até mesmo nos exemplos que apresenta, mostra textos verbais carentes de uma melhor elaboração que para chegarem à excelência tem que passar por muitos recursos. Através das suas regras de editoração cria métodos que moldam o texto falado de forma a facilitar a sua compreensão. Se há necessidade de recorrer a estas ferramentas de edição no sentido de melhorar o texto falado, então como o autor afirma não ser a escrita cognitivamente superior à fala? Isto ele não soube explicar. Os gráficos utilizados também não são os mais explicativos possíveis






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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Filme: A Dama de Ferro


É um filme de gênero drama de origem franco-britânico onde conta a história de vida de Margaret Thatcher. Esse filme foi ganhador de três Oscar em 2012.

Margaret Thatcher se tornou a primeira ministra da Inglaterra, onde para isso foi preciso quebrar muitas barreiras para então ser ouvida num mundo dominado por homens. É um grande retrato de uma vida cheia de sofrimento, para alcançar seus objetivos desde quando assumiu a secretaria da educação até atingir seu máximo como primeira ministra, muitas decisões tiveram que ser tomada de forma impopular para recuperar o país.

Esse filme nos traz grandes emoções no que tange a vida de uma grande mulher, vemos hoje como um exemplo para todas as mulheres que buscam seus ideais. Uma cultura diferente do que vivemos atualmente, mais uma fase que evoluiu.


Livro: Contos de Machado de Assis


O livro de contos de Machado de Assis é incrivelmente cultural, nesse livro encontramos os seus melhores contos, como “A igreja do Diabo”, “A Carteira”, “O empréstimo”, “A desejada das gentes” entre outros.
São 80 páginas de poemas maravilhosos, que nos ajuda a ter uma percepção linguística que passa desde um conto sarcástico até histórias românticas. Nesse livro observamos que de fato ele é um clássico da literatura que retrata o nosso Brasil.
O principal gênero deste escritor é a concisão, a rapidez e a unidade dramática que ele apresenta em cada conto. Ainda no final do livro, consta uma ficha de leitura que apresenta seus dados bibliográficos, onde consta que Machado de Assis ou Joaquim Maria Machado de Assis, nasceu no Rio de Janeiro em 1839, filho de um pintor e de uma lavadeira, ficou órfão muito cedo, sua paixão por livros e leituras sempre foi intensa em toda a sua vida.
Dessa forma vejo este livro como um enorme aprendizado da nossa literatura e gênero brasileiro.